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31 de maio de 2016

Canais do Youtube que me inspiram: Gaveta Mix




Eu acompanho muitos canais do youtube gringos, mas em geral eu prefiro os brasileiros. Porque eles traduzem a nossa realidade, usam materiais bem comuns no nosso dia a dia. É óbvio que tem materiais que têm em qualquer lugar do mundo, mas há variações. Eu já tinha percebido isso acompanhando canais, e recebendo comentários de estrangeiros aqui no blog. Contact é um ótimo exemplo disso: no Brasil temos uma variedade imeeeeensa de cores, texturas e estampas. Mas uma chilena me disse que nunca encontrou no Chile, e a Val, do L´Avion Rose diz que em Portugal se encontra as cores lisas mais óbvias. E a mesma coisa eu percebi aqui na Argentina: tem contact, mas não como eu encontrava no Rio. 
Eu descobri o Gaveta Mix através do DIY Coletivo. E me apaixonei. O estilo da Rayssa é meio nórdico, com muito p&b, e às vezes, texturas naturais. E quase tudo na casa dela é feito com DIY - nem na minha casa tinha tanto DIY assim, hehehe - a maioria, feito de forma simples e descomplicada. O que é bem legal, porque ela meio que traduz o estilo escandinavo para a realidade brasileira, usando materiais que estão ao nosso alcance. 
O Gaveta Mix tem tutoriais voltados para a decoração da casa mesmo, como estampar parede, fazer cabeceira, objetos decorativos; mas tem também DIYs para organizar a vida; e dicas que podem quebrar um galhão em casa, como reaproveitar fiação de abajur. 

Bora conferir os petiscos que eu trouxe pra vocês?





  

 


Como eu disse, isso foi só um pestisco. Corre lá no canal dela, que tem muuuuito mais coisa! 
Agora conta pra mim: qual foi o seu vídeo preferido? Eu tô morrendo de amores pela cabeceira!! E amei também a pastinha sanfonada!  


A montagem da capa foi feita por mim, com a devida autorização da dona da imagem, Rayssa Soares.

27 de maio de 2016

Como cuidar de plantas: sugestões de experts para você acompanhar






1) LAR DOS SILVAS

A Leyla começou como colaboradora dos blogs Manuellitas e A casa que a minha vó queria, e há alguns meses criou o próprio blog. No blog, ela não posta muito, mas no instagram ela está sempre presente, e com várias dicas para cuidar de cactos e suculentas. Já teve até videozinhos de como tirar conchonilhas de certas espécies de suculentas. Super recomendo, principalmente para quem tem cactos e suculentas como o seu maior xodó.


2) MINHAS PLANTAS

Site bem completo da jardineira Carol Costa, que aborda diversos cuidados com vários tipos de plantas e tem até uma parte dedicada à culinária.
O bacana desse site é que você consegue fazer a busca pelo tipo de planta que deseja conhecer mais, através do guia de plantas, e tem também uma aba para dúvidas, com várias perguntas de leitores respondidas.  É tudo bem claro e didático.
No instagram e no youtube também rola algumas dicas.



É um viveiro orgânico localizado em São Paulo, com uma proposta bem interessante: oferecem mudas de ervas e temperos, e também promovem cursos e atividades.
O bacana do blog deles é que como eles trabalham com produtos orgânicos, as dicas são mais ecológicas, sobretudo na hora de combater as temíveis pragas. 



Assim como o Minhas Plantas, é um site bem completo, mas a busca se dá de uma forma um pouco diferente. Você pode pesquisar por plantas de interiores, por exemplo. Há também seções dedicadas ao meio ambiente, alimentação e saúde, hortas, bonzais. Super vale a pena dar um passeio por lá.


Como o próprio nome já diz, é mais voltado para flores, e lá você não encontrará dicas para plantas que sejam apenas verdes. Mas ainda assim, é um blog que tem bastante conteúdo interessante. Tem a parte de jardinagem, que ajuda a cuidar, plantar e lidar com diversos tipos de flores; mas também tem dicas de decoração, sustentabilidade, arranjos. E tem também materiais para você baixar em datas comemorativas, como cartões, por exemplo.



A foto ali em cima foi feita na cozinha do apê onde estou. Reparou no que a dona da casa usou como jarro? Sempre pode ter amor no improviso!


Se animou a ter plantas em casa e a cuidar melhor das que você já tem?  Já conhecia algum desses sites? Conhece mais algum que eu não indiquei? Porque aí faço uma atualização do post para ajudar mais gente! =)



25 de maio de 2016

Como decorar e organizar sem gastar 1 centavo só com reaproveitamento



Eu me mudei para a Argentina para passar um tempo, não vim para ficar. Por isso, vim com duas malas, e com duas malas voltarei. É por isso que eu não trouxe nada de casa, e também não estou comprando quase nada de casa - comprei apenas uma caneca e um bowl. Então, para organizar e decorar minha vida aqui, estou recorrendo o máximo possível ao reaproveitamento de embalagens.
Já pensando nisso, eu trouxe do Brasil alguns poucos materiais de DIY, e um deles, foi o resto do papel de parede do meu home office ( para relembrar, clique aqui ). 

PARA DECORAR:
Primeiro, fiz o pote da gratidão, como mostrei aqui. Depois, consegui um punhado de folhas secas que iriam para o lixo no apê onde estou hospedada, e achei que valeria a pena fazer um arranjo singelo, já que estou sem plantas aqui, e eu sou dessas que defende que todo lar que se preze tem que ter planta pra ter vida. =)


PARA ORGANIZAR:

No Rio, eu organizava meus brincos numa forma de gelo. Foi um método que descobri nesses blogs de organização e super funcionou para mim. Mas aqui, eu não quis comprar. Comprei um queijo, e achei que a embalagem dele serviria muito bem ao meu propósito. Forrei a caixa com o resto dos tijolinhos e washi tape. E meus brincos agora têm lugar certo, e ficou bem mais fácil de achar o que quero.




POSITIVIDADE NA DECOR:

Já tem alguns meses que venho exercitando a mudança no meu padrão mental. Não que eu me achasse a pessoa mais negativa do mundo, mas estou me esforçando para dar o mínimo possível de brecha a sentimentos e pensamentos negativos. Tentando não me deixar vencer pelo medo, amar mais, e mais do que amar, tentar propagar esse amor. E percebi que quanto mais exercito, mais leve a vida fica. Não que os problemas deixem de aparecer, mas se torna mais fácil buscar uma solução. Então, como estou nessa fase, quis imprimir essa vibe na minha decor em terra argentina.


Viram só? Sem gastar 1 centavo, só reaproveitando o que eu já tinha e o que iria para o lixo, consegui começar a me organizar e a decorar minha vida por aqui.
Exercite o olhar, busque o que você já tem em casa, dê uma espiada no lixo seco.
  • O que você pode reaproveitar? 
  • O que pode assumir nova função? 
  • Que materiais você já tem escondidos no fundo do armário?

E você, o que já fez pela sua casa sem gastar 1 centavo? Conta pra gente, vamos trocar ideias!

23 de maio de 2016

Casa de Amados entrevista Jackie Diedam: ilustrações, decor e organização


Não me lembro como cheguei à curitibana Jackie Diedam e suas aquarelas encantadoras. Só sei que foi através do instagram e já tem algum tempo - que também não sei definir.
Posso dizer que foi um trabalho que me pegou de jeito. Me fez ter vontade de pegar minhas aquarelas de volta e tentar de novo. Eu já tinha tentado antes, mas sem sucesso, parti para a tinta acrílica, com quem me adaptei melhor naquele momento. E foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, porque dessa vez, eu consegui, e me senti feliz em, nas horas vagas, pintar com os quadradinhos que herdei do meu pai.
Depois de algum tempo apenas admirando e me inspirando vendo as fotos dela no meu feed enquanto tomo o café da manhã - que é o momento que eu tiro para me inspirar pro dia - perguntei se ela topava participar de uma entrevista para esse blog. E não é que ela aceitou? <3

Bora pra entrevista?


 


 Quando você começou a ilustrar? E como começou?

Eu desenho desde sempre. Sempre tive afinidade com papel e lápis, e sempre tinha vontade de desenhar. Por muitos anos eu tive aula de pintura a óleo, mas devido a uma alergia, não pude continuar.

 E quando começou a ilustrar profissionalmente? 

Depois de ter viajado muito, ter feito intercâmbio nos EUA durante o Ensino Médio, e ter me mudado para a Alemanha durante a faculdade de Design, eu percebi que eu sempre gostei mais da parte de visualizar em projetos. Comecei fazendo ilustrações pra mim mesma, e de repente surgiram pedidos, colaborações e eu me vi muito feliz fazendo isso. Foi muito orgânico e natural, e hoje não me imagino em qualquer outra área que não envolva ilustração.

Você trabalha vendendo as ilustrações na sua loja, ou trabalha por encomenda também? 

Eu abri a minha loja online devido a demanda por gravuras e encomendas de retratos pessoais e para casais. Na loja eu ofereço apenas edições limitadas, são coleções sazonais que são disponíveis apenas durante a estação. Desse jeito, eu sempre tenho algo para planejar e desenhar, e também acho que é algo mais especial, já que não vai ser algo que você encontra em outras lojas. Estou trabalhando na coleção de Verão agora, mas ao mesmo tempo trabalhando com uma parte que não é disponível na loja: os conjuntos de papelaria para casamento, e os trabalhos comerciais para lojas e empresas. 


Suas ilustrações são em geral leves, delicadas e tem uma paleta de cores que ao menos para mim, passa sensação de frescor. Seus desenhos te remetem a alguma coisa? E que sentimentos despertam em você?

 Muito querida você! Eu gosto de usar pinceladas leves, mas com muito contraste. As paletas de cores mudam muito dependendo da peça, mas eu sempre prefiro fazer ilustrações com muita alegria, que meus clientes olhem e sintam-se bem, que inspire sentimentos bons. Na coleção de primavera, teve muito floral, muitas cenas inspiradas pelo meu cotidiano aqui em Colônia, e acho que talvez na coleção de Inverno eu tente trabalhar com cenas mais calmas, mas nunca cenas tristes! O mundo já tem o bastante tristeza na minha opinião!

A sua arte e os sentimentos que ela desperta de alguma forma te inspiraram na decoração do seu studio?

 Demais! Eu sempre coloco os meus trabalhos na parede do meu studio, como parte do processo e para sempre ver o que está combinando, e onde eu posso melhorar. Eu tento também ser organizada, porque trabalhar no meio de bagunça pode ser muito perigoso ( leia-se: recomeçar trabalhos por que uma garrafa de água caiu em cima do papel ), então é uma constante batalha entre estar cheia de inspiração para trabalhar, mas ter que manter tudo arrumado também.



Como você decorou seu studio, pode contar um pouco para a gente? E qual o seu cantinho preferido? 

Eu divido meu studio com o namorado, que é fotógrafo e designer. Eu tenho um lado do ambiente e ele tem o outro. Do meu lado, minha parte preferida é minha estante de livros. Toda branca, que vai quase até o teto, e pertencia a antiga moradora do apartamento. Eu dei ênfase para cores quando decorei meu studio, por sempre mudar de paletas não fazia sentido ter uma cor predominante. A estante é toda organizada por cores, eu misturo livros, objetos e caixas organizadoras de um jeito bem 'bagunça arrumada'. É sem dúvida nenhuma o ponto de atenção do espaço. Todas as visitas e clientes ou fazem algum comentário sobre, ou se forem 'de casa' já vão olhar quais livros estão em cada sessão. Por eu ter uma memória visual muito boa, faz sentido organizar por cores, já que fica muito fácil saber onde aquele objeto ou livro pertence.

E para finalizar, tem alguma dica para dar para quem pretende ter um studio ou ateliê em casa? 

Acho que o mais importante é organização! Saber onde seus materiais estão, para evitar problemas e atrasos, e ter um sistema para organizar trabalhos finalizados e em andamento. Sobre decoração, acho muito legal quando você vê as tintas e materiais arrumados em grupos, acho que fica muito charmoso ter uma prateleira média só com tintas, outra com papéis, outra com pincéis e ferramentas em geral. E pro resto, deixe o teu trabalho fazer parte da decoração para ficar realmente único.


Acho que nem preciso dizer o quanto amei as respostas! Não só das dicas de ordem prática, de organização e decoração, mas a parte do "que inspire sentimentos bons" mexeu comigo. Porque quando eu venho aqui falar de casa, de arte, de decoração, é essa a minha proposta: levar, estimular os bons sentimentos. 

Para conhecer o trabalho da Jackie, se liga aí nos links:


As fotos deste post foram feitas por @raoul.d e enviadas pela Jackie.


E você, já conhecia o trabalho dela? Tem alguma ilustra preferida? Eu acho difícil pra caramba escolher uma, tanto que estou doida para comprar uma assim que voltar para o Brasil. Mas da coleção atual, creio que escolheria o "Tea Time", porque tô muito na vibe de chá. =)

 


19 de maio de 2016

Inspiração: 5 DIYs com pegada minimalista e/ou escandinava




Eu ainda AMO uma parede cheia, e faria de novo uma como a que eu tinha no apê do Rio, mas ultimamente venho notando que também gosto de algumas decorações minimalistas.  Por isso, hoje eu resolvi mostrar 5 projetos inspirados nessa vibe. Tem de projetos simples, como um guardanapo a móveis.
 Lembrando que o nome dos blogs citados é clicável, e você será redirecionado à fonte de origem com o passo a passo. Garanto que todos são super possíveis de fazer, mesmo que à primeira vista não pareça. 





ESPELHO MINIMALISTA, POR THE MERRYTHOUGHT



GUARDANAPO ESTAMPADO, POR DIY EMPRENDE



MESINHA LATERAL, POR HEJU BLOG



PRATELEIRA REDONDA SUSPENSA, POR CASA DOCE CASA


 Eu fiquei doida para fazer o espelho de chão, que coisa mais linda! O guardanapo também achei uma ótima ideia para reduzir o uso dos guardanapos de papel, e contribuir para um mundo mais sustentável; e também dá para adaptar essa ideia e fazer uma toalha de mesa ou um jogo americano.

E você, ficou com vontade de fazer algum desses projetos?

17 de maio de 2016

Argentina: Instameet Rosario

Céu rosarino pela manhã, antes do tempo fechar.

Aqui na Argentina também tem uma comunidade de blogueiros e de pessoas que têm instagram. Tanto que em fevereiro, duas grandes blogueiras argentinas organizaram um encontro em Buenos Aires, o #instameetBuenosAires. Foi um passeio a pé por alguns pontos da cidade. O evento bombou de tanta gente, e as pessoas saíram tão felizes, que três empreendedoras de Rosario resolveram repetir a dose, dessa vez, nessa cidade às margens do Rio Paraná.
O instameet Rosario aconteceu no último sábado, e foi praticamente um passeio cultural: fomos no Museo Estevez de arte decorativa; na Pasaje Pam, que é tipo uma galeria voltada para arte, com lojas de pintura, aulas de dança... resguardada devidas proporções, podemos dizer que é tipo a antiga Fábrica Bhering no Rio de Janeiro; no Hotel Savoy, e por fim, passamos pelo Parque España, no Rio Paraná, e terminamos o passeio num café.
Apresentando um pouco das organizadoras do evento:

Flor Vazquez - decoradora de festas, que aqui eles usam mais o termo ambientadora, tem também um blog, o La Embajda, com tutoriais bacanas. 

Flor Cantor - formada em comunicação social, é também cozinheira, e tem uma delicatesse linda aqui na cidade, a luludi - já até postei foto no instagram. As frolitas de batata doce e os galettones salgados são a minha perdição! 

Flor Filloco - inconformada de não encontrar canudos fofos em Rosario quando precisou, resolveu criar a própria marca, a Sorbetes de Papel. E tem cada canudo mais lindo que o outro! Certeza que quando eu voltar pro Brasil, volto com um pacote! hehe. Além de canudos, ela também vende frascos e tags fofas.

Antes de partirmos para as fotos, vale uma observação: como sabia que faríamos tudo a pé, fiquei com preguiça de carregar câmera pesada. Então, todas as fotos foram feitas com celular. Por isso em ambientes mais escuros, o ruído na imagem foi inevitável. ;) Pronto, agora podemos embarcar no passeio!



Foto super significativa, porque o passeio era todo a pé!

Luminária e arte na fachada de uma loja na Pasaje Pam.

Pedacinho da Pasaje Pam. Mais alguém ama a combinação de azul e amarelo?

Uma das paredes na Pasaje Pam.

Eu achei engraçado esse recadinho numa das portas da Pasaje Pam. Não ficou claro para mim o que era, mas creio ser um ateliê.

Varal de luzinhas. Com lâmpadas coloridas.
Vasos pintados na Pasaje Pam. Não é muito amor? Reparem no piso também!

Hotel Savoy. Essa composição me remete àqueles filmes dos anos 50. E o que é esse piso, gente? Morri de amores!

Suculenta gigante no terraço do Hotel Savoy.

Às margens do Rio Paraná.

Lembrancinhas que ganhei! ;)

Assim como no Brasil, eu também tenho notado aqui na Argentina o movimento pela busca de fazer as coisas com amor, de espalhar amor e gratidão por aí. Isso para mim é a prova de que o mundo está evoluindo, e não descendo ladeira abaixo, como alguns dizem. Essas lembrancinhas me passam algo além de meras lembrancinhas: vejo como uma forma simbólica de agradecer e levar um pouquinho de si para os outros.
O chaveirinho foi presente da Flor Vazquez. O cookie escrito Rosario, da Flor Cantor. Os canudinhos, da Flor Filloco. E o lápis personalizado (está escrito #instameetRosario nele, gente!), da @equemorales

Voltei pra casa com o coração sorrindo. E com vontade de ver algo parecido no Rio de Janeiro, quando voltar.


E você, conta pra mim, do que mais gostou?

13 de maio de 2016

Ilustrações de Yas Hassegawa



Durante a minha formação de museóloga, tive oito disciplinas de história da arte. Estudei os artistas do passado, e também, os mais atuais que estão presentes nos museus, nas galerias de arte conceituadas, ou que questionavam alguma coisa.  Seja o sistema, seja o próprio conceito de arte. Depois, comecei a atuar na museologia e fui estudar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, e me aproximei desse universo crítico da arte. Eu gostava, ainda gosto, e ainda entendo porque Romero Britto não é considerado arte por muitos. 
No entanto, depois que eu criei esse blog, acabei conhecendo outro universo. O universo criativo, que permite que a arte se manifeste de outras formas, menos críticas. Mudei o meu conceito de arte. A arte que eu estudei e convivia, é a que vai entrar, ou pretende entrar para a História. Ou seja, é mais acadêmica - ainda que alguns não admitam - e há conceito por trás. Mas essa não é a única forma de nos expressarmos. Veja bem: eu gosto de pintar. Mas nem sempre eu quero pintar elaborando um estudo, um conceito que seja passível de estudos por críticos e historiadores, às vezes eu quero simplesmente pintar o que estou afim, o que estou sentindo; e se eu quiser reproduzir em larga escala e comercializar minhas obras reproduzidas, não há nada de errado nisso.
Eu particularmente acredito que um universo não desmerece o outro, e ambos podem coexistir de forma pacífica. Que o fato de eu admirar um não me impede de admirar outro. E quando eu reconheci isso, a vida me apresentou a diversos artistas cujas obras tocam meu coração, que me fazem sorrir. 
Aos poucos, vou apresentando alguns para vocês. Afinal, aqui a gente exercita a criatividade para decorar nossas casas, e inspirar é algo que a estimula, não é? Sem contar que alguém pode se identificar tanto, a ponto de querer algo daquele artista em sua casa, porque não?


A ilustradora que apresento hoje é a paulista Yasmin Hassegawa, que atualmente vive em Brasília. Eu a conheci através do Instagram - que é onde descubro a maioria dos artistas - e me apaixonei de cara.
A maioria das suas pinturas são feitas em aquarela e a temática cinematográfica é bem recorrente: tem ilustras da Amélie Poulain, do Harry Potter, Malévola, Star Wars, Tortoro, Alice no País das Maravilhas. Mas tem também ilustrações florais, femininas, e fofas (tipo gatinho, coelhinho, unicórnio...muito amor!). Em alguns desenhos, eu percebo uma pegada japonesa, o que faz sentido, já que ela morou um tempo no Japão quando criança. 
Ou seja, apesar de certos traços serem característicos, e dar para reconhecer que são dela, você percebe que há uma temática eclética, com possibilidade de agradar a vários gostos.


Ela tem uma loja no Iluria, onde encontramos pinturas originais, reproduções, cartão, adesivo vinílico e case para celular. Para visitar, clique aqui.

Tem também um studio no Colab55, onde podemos encontrar almofadas, bolsas, caderninhos e canecas. Para conhecer, clique aqui.

Acompanhando no instagram, onde a gente consegue ver algumas produções dela no dia a dia, eu percebi que a Yasmin também faz ilustrações personalizadas:




E você, já a conhecia? De qual ilustração você mais gostou? Acho que eu nem preciso dizer quais são as minhas preferidas, né? haha


Fotos: Yas Hassegaya.Iluria

11 de maio de 2016

Projetinho de 5 minutos - pote da gratidão com embalagem de pringles


Hoje eu trouxe um projetinho de 5 minutos, mas não tem passo a passo. Tem uma ideia. ;)

Alguém se lembra de quando eu fiz o potinho da gratidão com geloucos da Turma da Mônica? Se você não sabe do que estou falando, clique aqui.
É claro que quando vim para a Argentina, larguei o potinho para trás. Afinal, vim apenas com 2 malas, e a prioridade eram minhas roupas, sapatos e alguns poucos livros. Mas apesar dos poucos meses que tive aquele potinho, percebi o quão importante ele foi para mim. Me ajudou muito a manter a serenidade, mesmo quando as coisas não pareciam estar tão tranquilas. Perceber que sempre tinha algo a agradecer, mesmo nas adversidades fez de mim uma pessoa mais serena e confiante. Por isso que quis fazer outro e continuar com o hábito, que se revelou tão benéfico.

A primeira embalagem vazia que consegui por aqui foi essa de Pringles. Sou do tipo que curte comer uma porcaria vendo filmes. Então, ela foi a premiada para ser o meu segundo potinho da gratidão. Como estou sem spray e sem o aparato dos materiais que tinha no Rio, teria que me virar nos 30 com os poucos materiais que trouxe. 

Catei um pedacinho do papel de parede autocolante de tijolinho da parede do meu home office (que você pode ver nesse vídeo aqui), minha rotuladora analógica que está na família desde o início dos anos 90, dois adesivos de pérola. E em menos de 5 minutos já tinha um potinho novo! 

Simples assim, pá pum! Com o que tinha em casa. E sem gastar 1 centavo, só reaproveitando materiais. Fica a dica: atente sempre às sobras que você tem, e muitos DIYs poderão sair de graça. 

Além de mim, a Ana, do Casa doce casa, e a Talita, do Inside the office também adotam essa prática, porém de uma maneira diferente da minha. Confira aqui e aqui

Mais alguém aí é adepto da ideia de anotar coisas pelas quais agradecer? Onde você anota?

9 de maio de 2016

Inspiração: plantas na decor



Cresci ouvindo meu pai dizer que casa de verdade tem que ter livros e plantas. Cresci num apê que tinha chifre de veado, suculentas e samambaias. Cresci passando os finais de semana e férias num sítio no interior do Rio subindo em árvores, brincando de dente de leão, catando amoras do vizinho e mordendo cana de açúcar.  Mas apesar disso tudo, nunca liguei para plantas. Até ter uma casa para chamar de minha.

Quando me mudei para o apê, as jardineiras só tinham terra dura. Minha mãe disse que era inadmissível eu ter duas jardineiras e não plantar nada. Deixei ela fazer a festa, já que eu disse à época que não sabia plantar e que provavelmente mataria tudo.

Mas aí comprei o meu primeiro mini cacto e catei as mudas de suculentas da cunhada. Peguei amor. E percebi que meu pai sempre esteve certo. Casa de verdade realmente tem que ter livros e plantas. Plantas levam vida a um ambiente. E livros... bem, não me imagino vivendo numa casa sem. 

O mais legal é que há uma infinidade de plantas e tem para todos os gostos. E dá para usar em casa de diversas formas e não só na varanda necessariamente. Hoje eu saparei algumas inspirações. Mas ó, o foco é o verde, não vamos falar de flores neste post. ;)

Imagem: BUJI. Site/ Instagram

Imagem: Frida Florentina. Site/ Instagram.

Uma opção comum, porém não menos encantadora, é colocar as plantas na sala interagindo com o espaço, como mostra a primeira sala, projetada pelas meninas do BUJI, e a da Frida Florentina, uma argentina que mora no Reino Unido. 
Perceba que em ambas as imagens temos exemplos de formas diferentes de se ter uma planta: você pode ter um plantão no chão, ter alguma pendurada ou apoiada em mesas e janelas.

Imagem: Histórias de Casa. Site/ Instagram

Outra opção é reservar um espaço para as plantas e fazer uma mini floresta, ao invés de espalhá-las, como se fossem peças decorativas interagindo com o ambiente. Essa foi praticamente a minha escolha no apê do Rio, com a diferença que a minha mini floresta ficava na varanda.
Observaram a solução encontrada para as plantas suspensas? Achei sensacional! Simples e fácil de reproduzir.

Imagem: Histórias de Casa. Site/ Instagram

Imagem: La embajada Florencia Vazquez. Site/ Instagram

No quarto, você pode ter uma plantinha um pouco mais vistosa em cima de uma estante - confesso que para mim não funcionaria muito... esqueceria de molhar! =P Mas se você for mais cuidadosa que eu, porque não?
Ou então, algo bem singelo na mesinha de cabeceira. O quarto da Flor, decoradora de eventos e blogueira argentina, que mora aqui em Rosario, recebeu um toque a mais com essa plantinha, concordam? Eu achei um amor! 

Não sei exatamente quais são as restrições de plantas para quarto, se é que há alguma. Vale a pena dar uma pesquisada. No Rio, eu costumava deixar um mini cacto no meu quarto. 


Imagem: The House that Lars Built.


Uma mini planta na mesa de trabalho também cai bem. Eu adorava produzir com meu cactozinho em cima da mesa, e não vejo a hora de arrumar outro para mim aqui na Argentina. 


Mas se o seu lance vai muito além de decorar, e você está na busca de uma vida mais sustentável, eu te recomendo acompanhar a dona desta foto:

Imagem: Erika Karpuk. Site/ Instagram

Erika Karpuk. Ela lançou umas séries de vídeos para quem busca a sustentabilidade mesmo vivendo nas grandes cidades. Uma dessas séries se chama "Horta no apê", e ela mostra como plantar diversas coisas em apartamento, tais como batata, manjericão, abacaxi, tomate, gengibre. Até pé de jabuticaba em apartamento, ela tem! Você pode conferir os vídeos aqui.



"Mas Ju, pelo amor, pára! Eu já tentei de tudo, eu mato tudo! "
"Ju, eu não tenho condições de ter plantas de verdade... vivo viajando e não tenho quem pedir para molhar"

Okay, okay! Não tem problema, que tem solução para você também!

Imagem: The apple of my DIY - Corrie Beth. Site / Instagram

Imagem: Casa doce casa. Site/ Instagram

Tenha plantas de papel!!! Papel envelhece, mas não morre e você pode viajar tranquilo! A Corrie tem uma variedade imeeeensa de plantas feitas com papel, cada uma mais linda que a outra. Dá até vontade de ter uma floresta de papel. Visite o instagram dela, que você vai entender o que estou falando. Sério! É de enlouquecer de tanta genialidade!

Já a Ana, do Casa doce casa gravou um vídeo tutorial com três plantinhas para a gente fazer igual. Quase certeza que farei uma para mim! O vídeo você pode conferir aqui.


E você? Tem plantas em casa? Em que ambiente? Conta pra gente, vai! =)

6 de maio de 2016

Pausa para um café - Oi, chega mais, vamos tomar um café?






Junto do chá, da cerveja e do vinho, o café é uma das bebidas mais populares do mundo. Se o café fosse uma pessoa seria aquela bem simpática que conversa com todo mundo na fila do banco e no transporte público, que conversaria da mesma forma espontânea com o gari ou com uma autoridade. Seria aquele parente que tem o dom de reunir toda a família; aquele amigo que está do seu lado para o que der e vier; aquele colega de trabalho que te chama bater um papo e alivia a tensão de uma jornada difícil; a mãe ou a avó que te conforta naquele dia triste; a melhor amiga que te coloca para cima depois de um fora. O café é bebida, ritual, aconchego, encontro, refeição, energia, aroma,  comércio,  lembrança,  partilha, convivência...



Quando vamos à casa de alguém ou à um o escritório, por exemplo, a primeira coisa que nos que é oferecida é o café, junto com a água, como meio de dizer “fique à vontade”, “seja bem-vindo. Nos oferecem desde o cafezinho de garrafa, até os sofisticados cafés em capsulas de aromas e sabores variados ” como forma de quebrar o gelo e engatar uma conversa.



Imagem: Marcela Thimoteo


O café é bebida, é ritual, é aconchego, é encontro, é refeição, é energia, é aroma,é comércio, é lembrança, é partilha, é convivência.
 

Mesmo que você não tome café seu aroma deve trazer alguma lembrança como a dos dias em que você tinha que acordar cedo para ir para colégio, as tardes de sábado em casa, o pão fresquinho com manteiga derretendo...  huuum
E o café não é só mais uma bebida caseira ou aquela que se toma de pé rapidinho no balcão da padaria ou do boteco. Já notou a quantidade de cafeterias novas por aí? E como são bonitinhas, confortáveis e aconchegantes? Talvez você já tenha entrado em alguma ou ficado com vontade de entrar só para olhar de perto a cor da parede, uma poltrona ou aquele pôster lá no fundo. Já reparou nas pessoas nas cafeterias? Tem sempre alguém com fone de ouvido, um notebook, um livro, um caderno nas mãos, gente conversando, fazendo negócio ou só ali com uma xicarazita ou uma xicarazona de café em mãos e uma cara de satisfação.






A Ju não bebe café. A Isa curte um cafezinho e uma boa culinária. Eu amo café e todos seus sabores e aromas. Cafeterias sempre foram nossos points. Para Ju é um lugar para mobile office e fazer negócios. Para Isa um lugar de experiências. Para mim um lugar para relaxar e renovar as energias. Para todas um lugar para encontrar amigos e conversar sobre coisas sérias ou banalidades.
Essa coluna do Casa de Amados nasce nesse ponto em comum de amigas frequentadoras de cafeterias. Nasce das nossas opiniões diferentes sobre a bebida e da nossa concordância de que o café significa mais que uma bebida. Nossa ideia é apresentar lugares onde se pode não só apreciar um bom café, ou qualquer outra bebida, experimentar uma comidinha diferente com ou sem açúcar. Cafeterias ou Cafés onde se possa ler, relaxar, fazer um mobile office, encontrar amigos e ainda te inspirar com ideias para decorar o seu cantinho.
 Então, aceita nosso convite para um café?



Por: Marcela Thimoteo.

OBS: as fotos com autoria não sinalizada foram retiradas do Pixabay, um site de imagens free. ___________________________________________________________________________

Novas colunistas:



 MARCELA THIMOTEO


Metade mineira e metade fluminense, profissional da memória (dos outros, porque a sua é péssima!!), hopper aprendiz. Adora café e cacau e nas horas vagas curte grafic novels e séries.







 ISABELA BORSANI

Publicitária por formação, curiosa por convicção, não dispensa um bom café para começar o dia seja em que parte do mundo for.
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